O Sábado e a Bíblia. Argumentando as 70 razões para se guardar o sábado e outros temas Adventistas

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Queremos deixando claro que todo conteúdo dos textos descritos aqui foram cuidadosamente consultados, pesquisados e estudados ao máximo. Não queremos fazer nenhum proselitismo com ninguém ou qualquer religião ou igreja. Porém é de importante relevância que mostremos aqui que, uma má interpretação pode gerar uma grande confusão entre os grupos de cristãos, levando-os a crerem em verdadeiras heresias. Vale ressaltar que “nosso Deus não é Deus de confusão”I Coríntios 13.33
Este estudo é longo e bem esclarecedor. aconselho ao leitores a lerem por completo. Porém, se vc quiser vá ir direto para as “70 razões para se guardar o sábado, clique aqui.

 
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I – RESUMINDO O INÍCIO DOS ASSUNTOS

Houve uma época por volta do século XIX, quando poucas pessoas davam ênfase à segunda vinda de Cristo, surgiu Guilherme (William) Miller, pastor batista de Nova Iorque que se dedicou ao estudo sobre este assunto. Lendo Daniel 8.14, Miller passou a fazer deste versículo o tema de uma grande controvérsia sobre os eventos futuros.
Por volta de 1818, Miller em seus cálculos concluiu que cada dia dos 2.300 dias da profecia de Daniel representava um ano. Ele tomou como base o regresso de Esdras do cativeiro no ano de 457 a.C como ponto de partida para o cálculo de que Cristo voltaria à terra, em pessoa, no ano de 1843.

Guilherme Miller

O impacto desta revelação foi tão grande, que muitos crentes, vindos de diferentes igrejas, doaram suas propriedades, abandonaram seus afazeres e se prepararam para receber o Senhor no dia 21 de março daquele ano. Obviamente nada aconteceu e Miller refez os seus cálculos e chegou a conclusão que havia errado por um ano, ou seja, 1844. Novamente nada aconteceu e os quase 100 mil seguidores de Miller se decepcionaram. Miller uma vez mais refez os cálculos e chegou a conclusão que Cristo voltaria em 22 de outubro daquele mesmo ano (1844); porém esta previsão novamente falhou.
Miller foi um homem sincero e reconheceu o seu erro confessando que havia se equivocado em seu sistema de interpretação. Ele mesmo escreveu:

Acerca da falha da minha data, expresso francamente o meu desapontamento… Esperamos naquele dia a chagada pessoal de Cristo; e agora, dizer que não erramos é desonesto! Nunca devemos ter vergonha de confessar nossos erros abertamente(A História da Mensagem Adventista, p.410).

Hiram Edson

O grande problema foi que nem todos os seguidores de Miller estavam dispostos a abandonar essa mensagem. Três grupos se uniram para formar uma nova igreja baseada em uma nova interpretação da mensagem de Miller. Esta nova interpretação surgiu de uma “revelação” de Hiram Edson, amigo de Miller. Segundo Edson, Miller não estava equivocado em relação à data da vinda de Cristo, mas sim em relação ao local. Para ele, a data que Miller profetizou era a data que Cristo havia entrado no santuário celestial, não terrena, para fazer uma obra de purificação ali. Miller não aceitou esta interpretação e não seguiu o novo movimento. Ele escreveu:

 “Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e que em seguida a sétima trombeta tocou, ou que foi de algum modo o comprimento da profecia de sua vinda
(A História da Mensagem Adventista, p.412).
Miller morreu em  20 de dezembro de 1849. Como cristão humilde e consagrado, permaneceu na fé e na esperança de estar em breve com o Senhor.
Talvez você possa estar se perguntando: Por que deste resumo se o tema não tem nada a ver com o que foi descrito acima, no título deste artigo? Bom, nas próximas linhas você entenderá que tudo vai convergir para uma série de pensamentos que foram feitos com base em idéias pessoais que jamais foram confirmadas nas Escrituras Sagradas. Continue lendo para conhecer a verdade.

II – VAMOS AOS FATOS

Helen Harmon White

Dos grupos que apoiaram Hiram Edson na sua nova “revelação” dois deles deram substancial contribuição para a formação de uma nova igreja que hoje é conhecida como IASD.
Um destes grupos era dirigido por Joseph Bates, que observava o sábado, e não o domingo. O outro dava muito ênfase aos dons espirituais, principalmente ao de profecia, que tinha entre os seus seguidores a senhora Helen Harmon (mais tarde senhora White), que dizia ter o dom de profecia.

A união destes grupos era o que faltava para a nova igreja. Os grupos misturaram a revelação de Edson com respeito ao santuário, o legalismo e uma “profetiza” que por mais de meio século iria exercer influência predominante na fundação e crescimento da nova igreja que vinha com uma doutrina pouco coerente com a revelação divina dada através das Escrituras Sagradas.
A observância do sábado como dia de repouso, e não o domingo, ganhou força quando a senhora Helen White começou a alegar ter recebido uma “revelação”, segundo a qual Jesus descobriu a arca do concerto e ela pode ver dentro as tábuas da Lei. Para a sua surpresa, o quarto mandamento estaria no centro, rodeado de uma auréola de luz (o que para mim, autor deste documento; esta “visão” é muito conveniente e sem base bíblica).

Helen White ensina que a observância do sábado é o selo de Deus; enquanto o domingo será o selo do Anticristo.
A guarda do sábado por si só, não faz qualquer divergência com os preceitos bíblicos para a salvação de cristão. O grande problema é o fato de fazer deste ensinamento cavalo de batalha contra outras igrejas evangélicas que tem o domingo como seu dia de repouso semanal.
Em um de seus livros intitulado Patriarcas e Profetas, Ellen White diz: “Adão e Eva ao serem criados, tinham conhecimento da lei de Deus. …Adão ensinou a seus descendentes a lei de Deus, e esta foi transmitida de pai a filho através de gerações sucessivas!”

A forma como Deus revelou Sua vontade ao homem foi por meio da natureza, e não de mandamentos expressos. Contemplando a natureza o homem podia sentir o amor e a presença de Deus, e esta convicção o levava a amá-Lo, bem como a seus semelhantes. Isto podemos ver na citação de Romanos 1.18-21: “Os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis. Porquanto, tendo conhecido a Deus, não O glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes, se tornaram nulos em seus próprio raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”.

Certamente que nada disso tem apoio bíblico. Afirmo ainda, que embora os adventistas afirmem que seus escritos são inspirados, nem eles próprios concordam com a interpretação dela sobre Adão ter guardado o decálogo e o transmitido a seus descendentes. A Lição da Escola Sabatina da IASD, 1º trimestre de 1980, p.71, edição para professores, diz: “É certo que antes do Sinai a raça humana não tinha mais que uma limitada revelação de Deus”“…Tiveram a revelação de Deus na natureza, mas não responderam a esta revelação, sendo deste modo tidos como culpados.

Deste modo, fica-se embaraçado para harmonizar os pensamentos, pois se de um lado a Sra. White diz que Adão e seus descendentes receberam o conhecimento do decálogo, com mandamentos abrangentes, por outro, o que acabamos de ler na Revista da Escola Sabatina é muito diferente da interpretação de Ellen White. Isso é confusão religiosa. Deus não é Deus de confusão (1 Cor. 14.33).

E te mais: Alguém ainda poderia perguntar; Então o que dizer de Gênesis 26.5, que declara que Abraão guardava preceitos, estatutos e leis de Deus. Não guardou ele, por exemplo, o sábado? Como podia ele guardar o que não tinha sido dado? Se o decálogo não havia sido dado, não poderia ele tê-lo guardado. A Bíblia declara que a lei, integrando o decálogo, foi dada 430 anos depois de Abraão, como se lê em Gálatas 3.17: “Mas digo isto: que tendo sido o testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio 430 depois, não o invalida, de forma a abolir a promessa”.
O que fica claro nas Escrituras em uma leitura simples é que Abraão guardou os seguintes preceitos:

  1. Que saísse de sua terra (Gênesis 12.1);
  2. Que observasse a circuncisão (Gênesis 17.10);
  3. Que fosse perfeito (Gênesis 17.1-2).

Agora, só por hipótese, consideremos se Deus tivesse dado os 10 Mandamentos a Adão, dizendo, por exemplo, “Honra a teu pai e a tua mãe”. Tinham eles progenitores que pudessem honrar?  Há mais: “para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”. Este preceito encerrava uma promessa específica para os israelitas.  Só a Israel Deus deu a terra de Canaã.  Atribuir também a Adão e seus descendentes este mandamento, nas condições em que ele está redigido, é dar-lhe endereço errado. Observemos agora o 4º mandamento, como se lê em Deuteronômio 5.15: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado”. Por que então o Senhor ordenou a Israel que guardasse o sábado? Para que servisse de comemoração pelo livramento do cativeiro do Egito. Finalmente, dizer que o decálogo foi dado a Adão e Eva é falar sem provas bíblicas.

“Não terás outros deuses diante de mim”. Ex. 20.3 “… e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles” Atos 14.15
Não farás para ti imagem de escultura…” Ex. 20.4 “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos” 1 Jo 5.21
“Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão”. Ex. 20.7  “… não jureis, nem pelo Céu, nem pela terra”. Tg 5.12
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Êxodo 20:8 (Não há este mandamento no Novo Testamento)
“Honra teu pai e tua mãe”. Ex 20.12 “Filhinhos, obedecei a vossos pais”. Ef 6.1
 “Não matarás”. Ex 20.13  “Não matarás”. Rm 13.9
 “Não adulterarás”. Ex 20.15  “Não adulterarás”. Rm 13.9
 “Não furtarás”. Ex 20.15  “Não furtarás”. Rm 13.9
 “Não dirás falso testemunho” Ex 20.16  “Não mintais uns aos outros”. Cl 3.9
10º  “Não cobiçarás”. Ex 20.17  “Não cobiçarás”. Rm 13.9

 

III – ELLEN G. WHITE E A IASD

“… Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse e escreve foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato” – Livro “Sutilezas do Erro” (pág.35).

“Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que o genuíno dom da profecia seria manifesto na Igreja através das mensagens ou escritos de Ellen G. White… Eles são o cumprimento de Ap. 12:17…” – Livro “Estudando Juntos”, Finley, pág. 86.

NEGAMOS QUE: A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas” – Revista Adventista, fev. 1984, pág. 37.

“Disse o meu anjo assistente. ‘ Ai de quem mover um bloco ou mexer num alfinete dessas mensagens. A verdadeira compreensão dessas mensagens é de vital importância. O destino das almas depende da maneira em que forem elas recebidas” – Primeiros Escritos, pág. 258.

 O que Ellen G. White fala a respeito do sábado?

“No lugar santíssimo vi uma arca… Na arca estava … As tábuas de pedra que se fechava como um livro. Jesus abriu-as, e eu vi os Dez Mandamentos … Numa tábua havia quatro mandamentos e na outra seis… Mas o quarto, o mandamento do Sábado, brilhava mais que os outros… O Sábado tinha aparência gloriosa – um alo de glória o circundava… Vi que o mandamento do Sábado não fora pregado na Cruz… Vi que Deus não havia mudado o Sábado… Mas o Papa tinha mudado o sétimo dia para o primeiro dia…” (Primeiros Escritos, pg. 32, 33).

“Vi que o Sábado é, e será o muro de separação entre o verdadeiro Israel de Deus e os incrédulos…”(Idem pg. 85).

“Santificar o Sábado ao Senhor importa em salvação eterna” (Livro: Testemunhos Seletos, vol. III pág. 22, EGW ed.1956). www.ellenwhitebooks.com.

“O Pr. Bates, o apóstolo da verdade sobre o sábado, tomou a liderança em advogar a obrigatoriedade da guarda desse dia” (Livro “Primeiros Escritos, Prefácio Histórico XXII.

O suposto selo, que para os da IASD é o sábado

“Que é, pois, a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma – “a marca da besta”; O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento… Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado… ”  (Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada, 1992, pág. 267 e 269).

“Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. Perguntei (ao anjo) quem era aquela multidão. O Anjo disse: Estes são os que já guardaram o sábado e o abandonaram. Vi que eles haviam … enlameado o resto com os pés – pisando o sábado a pés; e por isso foram pesados na balança e achados em falta” (Primeiros Escritos, pág.37).

Considerações que faço sobre o sétimo dia

Primeiro, a moral sabática não se refere a um dia específico da semana. Diz que devemos trabalhar seis dias e descansar no sétimo, ou seja, um dia de descanso semanal. No calendário romano cristão o dia de descanso é o Domingo, descansando nele estamos de acordo com a moral sabática – “Seis dias trabalharás,  e farás todo o teu trabalho” (Êx. 20.9).

Segundo, se partirmos do princípio da criação, para construir o calendário, a história se complica. Deus criou o homem no sexto dia (Gn. 1.26-27), o sétimo dia da criação foi, portanto, o primeiro dia da semana do homem. Não se justificaria o homem ser criado em um dia e já descansar no próximo.  Assim, o sétimo dia de Deus é o primeiro do homem. Seguindo a semana, de acordo com essa lógica da semana da criação, o dia de descanso do homem seria a Sexta-feira e não o Sábado.

Relógio de Acaz

Terceiro, Josué parou o Sol pelo período de quase um dia, somando-se a isso o retrocesso do relógio de Acaz, temos um dia inteiro em que o tempo teria ficado parado (Js. 10; Is. 38.8), assim a semana foi alterada e o Sábado virou Domingo!

Quarto, os dias da criação provavelmente não eram dias de 24 h, mas grandes períodos de tempo, pois como Adão teria visto as luminares, se a velocidade da luz das estrelas que vemos demorou milhares de anos para chegar até nós?

Quinto, em qual fuso horário deve-se guardar o Sábado? Pois quando é Sábado em um país é domingo em outro, como resolver essa problemática para que todos no planeta guardem o mesmo shabath de Deus?

Sexto, o Sábado deveria ser guardado do pôr-do-sol ao pôr-do-sol (Lv. 23.32). Então, como fazem os sabatistas do extremo norte para obedecer a esse mandamento, visto que o Sol pode demorar meses para se pôr?

Por último, o próprio Deus trabalhou no sétimo dia, veja – “Ora, havendo Deus completado no dia sétimo a obra que tinha feito” (Gn. 2.2) e, segundo o evangelho de João,  Ele nunca parou de trabalhar (cf. Jo. 5.17).

“… e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Cl. 2.14); “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto (a Lei), permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele (a Lei e tudo o que nela está incluído, no nosso caso o Sábado) abolido” (II Co.3.14).

O sábado – Uma sombra

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Cl. 2.16-17).

“Porque nós, os que temos crido (em Cristo), entramos no repouso (Sábado ou descanso)… Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia” (Hb. 4.1-4).

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt. 11.28).

Refutando os argumentos sobre a divisão da Lei

Dizem os Adventistas:  O que foi abolido na cruz foi apenas a Lei Cerimonial – a Lei de Moisés, mas o decálogo é moral e por isso não foi abolido.

Primeiro: A Bíblia deixa claro que só há um legislador – Is. 33.22 e Tg. 4.12 – Então só há uma Lei.
Segundo: Diz que a Lei de Moisés e a Lei de Deus é “A LEI” – Ne. 8.1,8,14;
Terceiro: Jesus ensinou que o Decálogo faz parte da Lei de Moisés – Mc. 7.9-10, cf. Êx. 20.12; Jo. 7.19, cf. Êx. 20.13.
Quarto: Paulo classifica também o Decálogo de Lei Mosaica – Rm. 7.7, cf. Êx. 20.17.
Quinto: Estamos em uma nova dispensação muito superior a Lei – cf. Hb. 8.6;
Sexto: Vivemos debaixo da Lei de Cristo – I Co. 9.21; Gl. 6.2;
Sétimo: Quem quer guardar dias sagrados ou ritos da Lei está fora da Graça – Gl. 4.10-11 e 5.4.

O Sábado faz parte de um concerto ou pacto entre Deus e o povo israelita:

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações como pacto perpétuo. Entre mim e os filhos de Israel será ele um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, e ao sétimo dia descansou, e achou refrigério” (Ex.31:16).

“Lembra-te (povo hebreu) de que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; pelo que o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia do sábado” (Dt. 5:15, parênteses meu).

  • – Antes do concerto do Sinai Deus não ordenou a ninguém que guardasse o Sábado: 

“E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn.3:17); “Pois todos quantos são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque escrito está: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las”Gl.3:10); “Guardais dias(no caso o Sábado), e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós” (Gl.4:10-11, parêntesis nosso); “ concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rm.3:28).

  • – Jesus Cristo foi a última pessoa que teve obrigação de guardar a Lei e o Sábado:

“mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo de lei, para resgatar os que estavam debaixo de lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”(Gl.4:4-5; Rm. 10:4).

  • – O Sábado faz parte da lei e esta foi por Cristo abolida totalmente: 

“… e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz”(Cl.2:14); “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto (a Lei), permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele (a Lei e tudo o que nela está incluído, no nosso caso o Sábado) abolido” (II Cor.3:14). { Grifo nosso}
Os adventistas, para imporem a obrigatoriedade da guarda do Sábado, se valem de argumentos infundados estabelecendo uma distinção entre a Lei Moral e Lei Cerimonial, Lei de Deus e Lei de Moisés, dizendo que a Lei Moral ou lei de Deus se restringe aos 10 mandamentos e continuará para sempre, e que a Lei de Moisés ou Lei cerimonial abrange o Pentateuco escrito por Moisés e foi abolida. Essa distinção é imprópria e inescriturística. Vejamos:

– “E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, na praça, diante da porta das águas; e disseram a Esdras, o escriba, que trouxesse o Livro da Lei de Moisés” (Ne.8:1). Observe a expressão “o livro da Lei de Moisés”. Este mesmo livro, denominado de “Lei de Moisés” é, a seguir, assim chamado: “E leram no livro, na Lei de Deus; e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse”; “E acharam escrito na Lei que o Senhor ordenará, pelo ministério de Moisés, …”(Ne.8:8; 8:14)

– “Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá”(Mc.7:10). Ora, nós sabemos pôr Êx. 20:12 que se trata do quinto mandamento, e, no entanto se diz que “Moisés disse”.

 “Não vos deu Moisés a lei? No entanto nenhum de vós cumpre a lei. Por que procurais matar-me?” (Jo. 7:19). Onde a Lei proíbe o homicídio? Em Êx. 20:13, dentro dos dez mandamentos. O decálogo é chamado por Jesus de Lei de Moisés.

O apóstolo Paulo chama o decálogo de Lei; “… pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera” (Rm.7:7). Para o apóstolo Lei mosaica e decálogo eram a mesma coisa.
Essa divisão da lei em duas é artificial, sem qualquer apoio bíblico, mas fundamental para impor a guarda do Sábado na doutrina Adventista.

  • – Estamos em um novo concerto muito melhor, fazendo-se necessário à mudança da Lei: 

“Mas agora alcançou ele (Jesus) ministério tanto mais excelente quanto é mediador de um melhor pacto (aliança ou concerto), o qual está firmado sobre melhores promessas” (Hb. 8:6). {Grifo nosso}

Quero aqui, fazer uma explicação sobre o nosso novo concerto e a mudança da Lei. Foi o próprio Cristo que instituiu a nova aliança (Mt.26:28) trazendo assim uma nova concepção da vida espiritual que Deus quer que tenhamos. Isso foi tão profundo que os judeus não entenderam e nem aceitaram. A lei dizia: “olho por olho, e dente por dente”. Jesus disse: “não resistais ao mal; mas se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra” (Mt.5:38-39). Quanto ao Sábado, a Lei dizia que deveria ser guardado e santificado (Ex.20:8), mas no novo pacto isso muda e o que tem que ser guardado e santificado é o povo de Deus, não só em um dia da semana, mas nos sete. Isso é pelo fato do Sábado ser feito para o homem e não o homem para ser escravo do Sábado (Mc.2:27-28). Todos os dias para os cristãos têm que ser santo e especial, pois em qualquer um desses dias Jesus pode voltar (Mc.13:32). A nova concepção do Sábado é muito mais profunda do que qualquer sabatista possa querer explicar, pois muitas são as mudanças na visão dessa lei da guarda do Sábado. Em Hebreus (capítulo 4) Jesus é o próprio Sábado e é claro que o Senhor reina em todos os dias. Para a Igreja o Sábado, que era o dia da santificação, tornou-se todos os dias. É uma pena que os Adventistas e sabatistas consagrem apenas um dia para o Senhor, pois A IGREJA DE CRISTO CONSAGRA TODOS OS DIAS PARA O SEU SENHOR.

Explica o seguinte o Dr. G. Archer sobre essa problemática: “…a verdadeira questão é se a ordem sobre o sétimo dia, o Sábado do Senhor, foi transferida (Hb.7:12), no NT, para o primeiro dia da semana, o Domingo, que a igreja em geral honra como o dia do Senhor. De fato, ele é também conhecido como Sábado cristão. O âmago ou cerne da pregação apostólica ao mundo gentio e judaico, a partir do pentecostes era a ressurreição de Jesus (At.2:32). O ressurgimento de Cristo era a comprovação de Deus, perante o mundo, de que o salvador da humanidade havia pago o preço válido e suficiente pelos pecadores e havia superado a maldição da morte. O sacrifício expiatório eficaz de Jesus e sua vitória sobre a maldição da morte introduziu uma nova época ou dispensação da Igreja (Ef.1:10). Assim como a ceia do Senhor  (I Cor.11:23-34) substituiu a Páscoa (Mt.26:17-30; Lc.22:7-23), na antiga aliança – “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento (novo concerto, pacto, aliança)”. A morte de Cristo substituiu o sacrifício de animais no altar (Jo.19:30, Cf. Lv.), o sacerdócio arônico (Êx.28) foi substituído pelo sacerdócio supremo de Jesus “segundo a ordem de Melquisedeque”(Hb.7) e fez com que cada crente se torna-se um sacerdote (Ap.1:5). Também o quarto mandamento, dentre os dez, que pelo menos em parte tinha natureza cerimonial (Cl.2:16-17), deveria ser substituído por outro símbolo, mais apropriado à nova dispensação – O DOMINGO “Dia do Senhor”. (Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, pág. 125)

  • – No novo concerto, sob qual estamos (Hb. 8:6), não existe mandamento para guardar o Sábado embora encontremos todos os outros do decálogo. 

“Perguntou-lhe ele: Quais? Respondeu Jesus: Não matarás; não adulterarás; não furtarás; não dirás falso testemunho; honra a teu pai e a tua mãe; e amarás o teu próximo como a ti mesmo. Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se quereres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me. Mas o jovem, ouvindo essa palavra, retirou-se triste; porque possuía muitos bens” (Mt.19:18-22).

É evidente que, na opinião dos sabatistas, uma das mais importantes doutrinas é a da guarda do Sábado. Se realmente fosse tão importante a guarda sabática, então seguramente teria de haver menção do mandamento no Novo Testamento. Entretanto, todos os outros mandamentos do decálogo são repetidos muitas vezes, porém o fato é que não encontramos o mandamento sobre o Sábado no Novo Testamento nem sequer uma vez. No caso do jovem rico, Jesus enumerou a maioria dos mandamentos, mas deixou de fora o mandamento sobre o sétimo dia. O grande questionamento seria o porquê o Novo Testamento, que cita todos os demais mandamentos do decálogo, não explicita a questão da guarda sabática.

  • – O apóstolo Paulo era apóstolo dos gentios, mas nunca ensinou ninguém a ficar guardando dias. Muito pelo contrário, ele afirmou que se alguém ficar guardando dias o evangelho da graça é inútil para essa pessoa:

    “Guardais dias (no caso o Sábado), e meses, e tempos, e anos. Temo a vosso respeito não haja eu trabalhado em vão entre vós… Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes”. (Gl.4:10-11; 5:4). {Grifo nosso)
  • – Os sabatistas condenam quem não guarda o Sábado e afirmam que esta pessoa não será salva. 

“Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. Perguntei (ao anjo) quem era aquela multidão. O Anjo disse: Estes são os que já guardaram o sábado e o abandonaram. Vi que eles haviam … enlameado o resto com os pés – pisando o sábado a pés; e por isso foram pesados na balança e achados em falta.” (Primeiros Escritos, pág.37)

  • O apóstolo Paulo da uma dura repreensão para estas pessoas que condenam os seus irmãos:

“Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é o Senhor para o firmar. Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente” (Rm.14:4-5).

 “Portanto não nos julguemos mais uns aos outros; antes o seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Rm.14:13). 

Sabemos de dezenas de histórias de pessoas que ficaram endividadas e chegaram até a passar necessidades e sabe porquê? Os sabatistas proibiram o irmão de trabalhar naquela determinada firma, pois lá se trabalhava aos sábados. É impressionante como uma doutrina chega a ser extremista e a prejudicar a comunidade.
A verdade é libertadora (Jo. 8:32) e não opressora. As pessoas procuram as igrejas para tirarem o fardo pesado das costas (Mt. 11:28-30) e muitas vezes ao chegarem lá os seus fardos não se aliviam e sim ficam mais pesados. Quem não guarda o Sábado está fora da comunhão e doutrina da igreja. Os seus líderes condenam veementes os que ali no meio não cumprem a guarda deste dia. Isso é muito triste!

 Explicando Colossenses 2:16

“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo” (Cl.2:16-17).

Para fugir à evidência de Cl.2:16-17, onde Paulo se refere ao Sábado semanal como integrante das coisas passageiras da Lei que terminaram com a morte de Cristo na cruz, os adventistas costumam argumentar que a palavra “Sábado” não se refere ao sábado semanal, mas aos anuais ou cerimoniais de Lv.23. O que não é verdade, pois os sábados anuais ou cerimoniais já estão incluídos na expressão “dias de festa”. Esta indicação mostra positivamente que a palavra SABBATON, como é usada em Cl.2:16, não pode se referir aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais. Sendo assim é difícil para os Adventistas sustentar a sua doutrina sabática, desde que temos visto que o Sábado pode legitimamente ser tido como “sombra” ou símbolo preparatório de bênçãos espirituais e não dogmas legalistas (vrs. 17).

IV – DOMINGO: DIA DO SENHOR OU DO SOL?

Controvérsias têm sido uma constante no universo protestante. Isto porque, recebemos o legado dos reformadores de não submetermos a nossa fé a nada alem daquilo que as escrituras dizem (I Cor. 6:4), daí o conhecidíssimo lema protestante de “sola escriptura”. Entretanto, há certos fatos polêmicos que geram não poucas divergências dentro do nosso contexto religioso, e divergências de tal monta que chegam a implicar e ser o divisor de águas entre o ortodoxo e o herético. Um desses fatos tem a ver com o primeiro dia da semana comumente conhecido como: Domingo. Visto grosso modo, a questão pode parecer um tanto quanto trivial, mas não é.
O domingo tem sido alvo de ferozes ataques de grupos extremistas dentro da cristandade, conhecidos mormente como sabatistas, destacando em especial os Adventistas do Sétimo Dia e suas mais variadas facções, haja vista, a enorme quantidade de literaturas que são produzida por estas seitas a fim de tratarem do tema.
Ante tal complexa questão teológica, qual o veredicto a ser dado? O domingo ou o sábado, qual e o dia do Senhor afinal ? O domingo é realmente pagão? Quem adora a Deus no Domingo esta selado com a marca da besta?
Para responder estas e outras perguntas e dar uma resposta sólida aos antagonistas do domingo, forneceremos subsídios para realçar o ponto de vista conservador seguido através dos séculos pelo cristianismo histórico-ortodoxo.

O Álibi da IASD 

Os adventistas no afã de defender o sábado judaico em detrimento do domingo usam de argumentos ardilosos e desonestos, entrementes apelam para a historia com o fito de angariar apoio para suas teorias.
A principio, todos os adventistas rezam pela mesma cartilha, qual seja, alegando que o domingo e um dia pagão, outrossim, para achar suporte à tão descabida acusação chegam a distorcer fatos históricos importantes que se levados em conta desmantelariam por completo o arcabouço levantado por eles.
Via de regra tais acusações se baseiam apenas em conjeturas. A simples assertiva de que os pagãos possuíam o primeiro dia da semana como dia do sol, dedicado ao deus Mitra, bem como uma suposta apostasia da igreja já é prova mais do que suficiente para eles de que o domingo que os cristãos tem hoje como dia de descanso dedicado a Cristo, nada mais e do que uma pratica pagã cristianizada pela igreja de Roma, e então anatematizam os cristãos que tem o domingo como dia do senhor, por estar adorando a Deus num dia espúrio.
Estes foram os pressupostos que levaram o teólogo adventista Samuele Bacchiocchi, a ostentar em ser o primeiro não católico a defender tese e se formar na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. (Uma instituição católica romana), posteriormente este trabalho deu origem ao livro “Do Sábado Para o Domingo”, sendo atualmente o que há de melhor na literatura adventista a respeito do assunto. “Todavia e interessante frisar que Bacchiocchi escolheu ter seu trabalho associado a uma instituição que a Igreja Adventista vê como” A besta do Apocalipse “, e a razão é óbvia, ou seja, provar que o Papa mudou o sábado como Ellen G. White, a profetisa inspirada dos adventistas declarava. Assim Bacchiocchi precisa estabelecer desesperadamente que o Papa mudou o sábado para o domingo porque sem esta ligação, Ellen G. White fica desmascarada como falso profeta. O interessante é que os adventistas condenam todas as outras reivindicações que a igreja Católica faz, com exceção justamente desta, de ter mudado o sábado para o domingo.
Não vamos aqui refutar todas as especulações teológicas de Bacchiocchi, pois ultrapassaria o escopo deste assunto, no entanto nos deteremos apenas no que tange a acusação de paganismo.

Sofistas de Bacchiocchi

Bacchiocchi afirma que a razão por que a igreja de Roma adotara o domingo como o dia cristão de adoração, em vez do Sábado, era porque o dia pagão chamado “Dia do Sol” na semana planetária, já tinha ganhado significação especial nos cultos solares do paganismo, e adotando este dia os cristãos pôde explorar o simbolismo de Cristo como sol da justiça que já estava presente na própria tradição religiosa deles.

Refutação:

Entrementes, Bacchiocchi peca em não levar em conta a resistência a praticas pagãs no cristianismo primitivo,  particularmente contra o gnosticismo. Veja por exemplo Tertuliano, que se separou da igreja de Roma e era um árduo defensor do domingo. Se o bispo de Roma estivesse impondo praticas pagas aos cristãos, certamente ele seria um dos primeiros a denunciar isto e em contra partida se abster de tal pratica. Mas não o fez pelo simples fato do domingo ser um dia sagrado desde os tempos apostólicos. É verdade que, tempos depois, alguns lideres cristãos exploraram o simbolismo do dia pagão, mas ter adotado o dia pagão do sol de fato como o dia cristão de adoração porque era proeminente nos cultos pagãos do deus sol realmente teria sido um passo muito corajoso. Até mesmo se a igreja de Roma tivesse dado este passo, fica mais inexplicável até mesmo que o resto da igreja seguiu sem nenhuma objeção. Ele mesmo admite isso quando afirma que:             “A associação entre o domingo Cristão e a reverência pagã do dia do Sol não é explícita antes do tempo de Eusébio (260-340 D.C). Embora Cristo seja referido freqüentemente pelos Pais primitivos como “Verdadeira Luz” e “ Sol da Justiça”, nenhuma tentativa deliberada foi feita antes de Eusébio para justificar a observância do domingo por meio da simbologia do dia do Sol “. (do Sábado para domingo, p 261, por Samuele Bacchiocchi). Note, ele mesmo admite que não há nenhuma documentação histórica antes de 260 D.C. Em outras palavras, admite que não há nenhuma prova direta somente suposições.
Novamente Bacchiocchi provê um paralelo: a celebração de Natal no dia 25 dezembro derivado do culto do sol que foi promovido pela igreja de Roma. Mas este paralelo veio depois de Constantino quando influências pagãs no meio cristão estavam assaz avançadas, e sabemos que essa Igreja não teve êxito impondo esta inovação universalmente ao longo das igrejas orientais como se nota ainda hoje.

Calendário Hebraico

O problema com esta tese e que não se coaduna com os fatos, pois cada dia da semana foi nomeado em honra a algum deus e, em certo sentido, foi dedicado à adoração daquele deus, A semana planetária egípcia indicava os dias através das designações dos astros: Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vênus, Mercúrio e Lua. Na semana romana Saturnus, ainda com a imitação da semana egípcia, seria o sábado; Sol seria o domingo; Luna, a segunda-feira; Mars, a terça-feira; Mercurius, a quarta-feira; Juppiter, a quinta-feira; Vênus, a sexta-feira.
Dá-se, então, a influência judaica, cuja semana começava pelo dia sagrado sabbâtt, oriundo do babilônio sabattum, composto de sag, que significava “coração”, e bat, “chegar ao fim”; a ideia era do “repouso do coração”. Na semana romana, o Saturnus dies passou a sabbatum pela influência judaica. O calendário hebraico apresentava os dias, o Sabbatum, que era o mais importante, o dia sagrado, o sábado, o prima sabbati, secunda sabbati, tertia sabbati, quarta sabbati, quinta sabbati, sexta sabbati.
Com a chegada do Cristianismo, o primeiro dia foi dedicado ao Senhor, o dia do descanso, dies Domenicus. O sabbatum judaico, ironizado pelos romanos, que zombavam da circuncisão e do jejum, e já tendo perdido o valor religioso, passou ao último dia da semana. Assim ficou a semana no calendário romano: dies Domenicus / dies Lunae / dies Martis / dies Mercurii/ dies Jovis / dies Veneris / e o Sabbatum, o último dia.

Mas eles cessaram o trabalho nestes dias? Não; se eles os tivessem, teria detido a semana inteira. Eles observaram o domingo deixando de trabalhar? Não, realmente. Nunca tal coisa foi ensinada ou praticada pelos romanos. Eles não tiveram nenhum dia de descanso semanal. Escritores pagãos como Sêneca, Pérsio, Marcial, Juvenal criticavam e ridicularizavam o dia de descanso semanal dos judeus asseverando que era uma parte preciosa do tempo jogado fora! Observe o que diz Moule quanto a isso: “Nas sociedades pagãs não havia nenhum dia semanal de descanso, só os festivais pagãos a intervalos irregulares” (Moule, Nascimento do Novo Testamento, pág., 18 citado por Robert D. Brinsmead). Ainda Brinsmead citando Rordorf acrescenta:

Justino – O Mártir

“Nos primeiros séculos da história da Igreja até o tempo do Imperador Constantino não foi permitido aos cristãos observarem o domingo como um dia de repouso no qual lhes obrigavam, por causa do princípio, de se privar do trabalho. A razão para isto simplesmente era que ninguém no Império Romano inteiro, nenhum judeu, nem gregos, nem romanos, paravam o trabalho no domingo” (Willy Rordorf, domingo: A História do Dia de Repouso nos Primeiros Séculos da Igreja Cristã (Filadélfia: Westminster Press, 1968], pp. 154-55).
Recentes pesquisas apontam para o fato de que nenhuma celebração religiosa especial de qualquer um dos dias da semana pode ser mostrada em qualquer uma das religiões pagãs. Demais disso, nós sabemos que essa religião de mistério não rivalizava com o Cristianismo apenas em relação ao domingo mas se estendia a varias praticas, tais como: um deus-salvador que nasceu de uma virgem, morte e ressurreição, local reservado para culto, batismo, convicção em um julgamento final, castigo eterno para os maus, que o mundo seria destruído através do fogo, ritual com bebida cruenta, o que seria uma versão da santa ceia e muitas outras similaridades a ponto de muitos pais da igreja chamá-lo de “plagio satânico”. A respeito da santa ceia, Justino, o mártir, explica em sua “I Apologia” que os demônios (seguidores de Mitra), também usavam em suas iniciações os elementos da ceia acompanhados por palavras tal qual os cristãos faziam.

O Apologista o via como uma “transversão satânica dos mais sagrados rituais de sua religião” (Franz Cumont, The Mysteries od Mithra). Como bem expressou o célebre teólogo e erudito Dr.Robert H. Gundry em seu “Panorama do Novo Testamento”: “…o mais provável é que as religiões de mistérios é que tenham tomado por empréstimo certas idéias do cristianismo, e não vice-versa”. Pergunto: seria pagão o batismo e a santa ceia pelo fato do Mitraismo também usá-los em seus rituais? Concordariam com isto os adventistas? Claro que não! Mas então por que fazem exceção quanto ao domingo? Somente existe uma resposta satisfatória, desonestidade!
Se seguirmos a linha de raciocínio esposada por eles a coisa se complica posto que muitas praticas usadas pelos sabatistas tiveram suas replicas no paganismo, a titulo de ilustração podemos citar a cruz (logotipo da IASD), a arvore de natal que fora incentivada até mesmo por Ellen G. White, e muitas outras doutrinas. Outrossim, o velho argumento do domingo ser chamado em inglês, sunday que traduzido quer dizer “dia do sol” não prevalece, pois eles teriam de revelar concomitantemente que sábado é saturday (dia de saturno) que também era um dos nomes variantes do deus sol. Como vimos, e verdade que em alguns idiomas o domingo é chamado de “dia do sol”, mas é também verdade que em outros ele é chamado de “dia da ressurreição”, assim temos em língua grega bizantina “anastasimós”, na língua russa “vosskresenije” na basca “igandea”. São todos nomes que significam a mesma coisa: “ressurreição”. Já em outras, o primeiro dia da semana – o domingo, é chamado de “dia do Senhor” como em grego “te kyriake hemera”, em irlandês “Dia domhnaigh” ou “na Domhnach”, em latim “dies dominica”, em italiano virou “domenica”, em francês “dimanche”, e em português “domingo”. As provas são por demais contundentes para serem negadas! Porque os nossos antagonistas não declaram isso em seus livros e folhetos ? Simplesmente por que isto complicaria e muito seus malabarismos!

Contradições

Mutações de doutrinas são uma das características distintivas dos grupos que insistem nesse erro, o que era matéria de fé tempos atrás hoje já não e mais, a IASD de modo algum se constitue em exceção. Foi assim com a doutrina do santuário, com o calculo da volta de Cristo que demonstrou ser um verdadeiro anacronismo e mais recentemente devido às pesquisas históricas de Bacchiocchi, muitas crenças sobre a lei e a mudança da guarda dominical tem sido abandonadas. Por exemplo, foi crido por anos entre os adventistas e ensinado por sua “profetisa inspirada”, que originalmente o Papa havia começado a adoração no domingo, depois ela achou que não foi bem assim e disse que o Imperador Constantino introduziu a “adoração” no domingo em 325 DC. Hoje porem, os adventistas culpam o imperador Adriano (135 D.C) e não mais o Papa ou Constantino! O pior de tudo e que essas contradições são mascaradas com o conhecidíssimo chavão: “verdade presente”, uma variante da expressão “lampejos de luz”, usada pelas Testemunhas de Jeová com o fito de dissimular suas vergonhosas incoerências doutrinarias!

Samuele Bacchiocchi

Samuele Bacchiocchi, escreveu em uma mensagem de E-mail à “lista de clientes” católica grátis catholic@american.edu no dia 8 de fevereiro de 1997 dizendo: “eu difiro de Ellen White, por exemplo, na origem do domingo. Ela ensinava que nos primeiros séculos todos os cristãos observaram o Sábado e era em grande parte pelos esforços de Constantino que a guarda do domingo foi adotado por muitos cristãos no quarto século. Minha pesquisa mostra ao contrário. Se você lesse minha composição “Como a Guarda do Domingo Começou?” que resume minha dissertação, você notará que eu coloco a origem da Guarda do domingo até a época do Imperador Adriano, em 135 D.C.” Em outras palavras, o historiador corrigiu os escritos inspirados de sua profetisa! Diante disso ficam esmiuçadas as bajulações inconsistentes de A B Christianini em “Subtilezas do Erro” quando diz: “… Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse e escreveu foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato… Os seus detratores… procuram inventar contradições e inexatidões…” (pág. 35 grifo nosso)
E claro que esta suposição não tem respaldo histórico, haja vista existiram documentos que comprovam que o domingo já era pratica crista aceita bem antes de 135 D.C como bem atestam as seguintes cartas:

 – Justino, o Mártir: 100-167d.C.  Eis aqui como Justino, o Mártir, descreveu o culto primitivo dos cristãos: “No Domingo há uma reunião de todos que moram nas cidades e vilas, lê-se um trecho das memórias dos Apóstolos e dos escritos dos profetas, tanto quanto o tempo permita. Termina a leitura, o presidente, num discurso, admoesta e exorta à obediência dessas nobres palavras. Depois disso, todos nos levantamos e fazemos uma oração comum. Finda a oração, como descrevemos antes, pão e vinho (suco de uva) e ação de graças por eles de acordo com a sua capacidade, e a congregação responde, Amém. Depois os elementos consagrados são distribuídos a cada um e todos participam deles, e são levados pelos diáconos às casas dos ausentes. Os ricos e os de boa vontade contribuem conforme seu livre arbítrio; esta coleta é entregue ao presidente (pastor) que, com ela, atende a órfãos, viúvas, prisioneiros, estrangeiros e todos quantos estão em necessidade”(Manual Bíblico, Halley)

– Inácio, 100d.C., disse: “Aqueles que estavam presos às velhas coisas vieram a uma novidade de confiança, não mais guardando o Sábado, porém vivendo de acordo com o dia do Senhor (Domingo)”.

– O ensino dos Apóstolos, 90-100 obra siríaca: Encontramos um testemunho muito interessante na obra citada, que data da segunda metade do século III, segundo a qual os apóstolos de Cristo foram os primeiros a designar o primeiro dia da semana como dia do culto cristão: “Os apóstolos determinaram, ainda: no primeiro dia da semana deve haver culto, com leitura das Escrituras Sagradas, e a oblação. Isso porque no primeiro dia da semana o Senhor ressuscitou dentre os mortos, no primeiro dia da semana o Senhor subiu aos céus, e no primeiro dia da semana vai aparecer, finalmente com os anjos celestes”. (Enciclopédia Vida, Archer)

– Tertuliano: 160-220. No início do século III, Tertuliano chegou a afirmar que: “Nós (os cristãos) nada temos com o Sábado, nem com outras festas judaicas, e menos ainda com as celebrações dos pagãos. Temos nossas próprias solenidades: O Dia do Senhor… (On indolatry 14). Em “De oratione”(23). Tertuliano insistia na cessação do trabalho no Domingo como dia de culto para o povo de Deus.

Eusébio de Cesaréia

– Eusébio de Cesaréia: 264-340 d.C., bispo de Cesaréia, historiador da Igreja, viveu e foi preso durante a perseguição de Diocleciano contra os cristãos, a qual foi o último e desesperado esforço de Roma por varrer da terra o cristianismo. Um dos seus objetivos (objetivos de Roma) especiais foi destruir todas as escrituras cristãs… Eusébio viveu até o reinado de Constantino,… Um dos primeiros atos de Constantino, ao ascender ao trono, foi mandar preparar, sob a direção de Eusébio… Cinqüenta BÍBLIAS para as Igrejas de Constantinopla.(Halley). (os manuscritos que temos, provavelmente, saíram do trabalho de Eusébio). Agora vejamos o que Eusébio pensava a respeito da guarda do Sábado: “Eles, portanto, não consideravam a circuncisão, nem observavam o Sábado, como também nós; nem nos abstemos de certos alimentos, nem consideramos outras imposições que Moisés subsequentemente entregou para serem observadas em tipos e símbolos, porque tais coisas não dizem respeito aos cristãos…”; “Também celebravam os dias do Senhor como nós, para comemorar a sua ressurreição” (Livro: História da Igreja, Eusébio, século III, P.27, 106, Ed. CPAD, ed.1999).
Mas para os sabatistas de nada valem tais testemunhos, pois para eles todos estes cristãos estavam contaminados com paganismo! A pertinácia destes grupos encontram seu verdadeiro significado nas palavras de A .B Christianini: “…e continuamos a insistir na tese da origem paga da observância dominical”. (Subtilezas do Erro, pág. 236)

V – CONSTANTINO E O DIES SOLIS

A Visão da Cruz, afresco de Rafael, pintado entre 1520 e 1524 no Palácio do Vaticano

Outro fato que amiúde e alardeado pelos sabatistas, tem a ver com o Sicut indignissimum, edito de Constantino em 3 de julho de 321, que entre outras coisas rezava: “Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do sol”. Mesmo entre os adventistas existem divergências quanto a finalidade desta lei. Uns dizem que foi para favorecer a Igreja outros porem argumentam que pelo contrario, foi uma lei apenas civil para pagãos. Não obstante, este foi um dos vários decretos que Constantino fizera para favorecer os cristãos. O livro, “História Eclesiástica” de Eusébio de Cesaréia, a partir do livro X, descreve as ações de Constantino em prol da Igreja. Seus decretos imperiais mostram um imperador ecumênico (aquele que gosta de agradar a gregos e troianos), semi-convertido, preocupado mais com política do que com coisas espirituais. Isto é mostrado as escancaras, veja: QUE QUALQUER DIVINDADE E PODER CELESTIAL QUE POSSA EXISTIR SEJA PROPÍCIO A NÓS…É ASSIM QUE PODEMOS CONCEDER AOS CRISTÃOS E A TODOS IGUALMENTE A LIVRE ESCOLHA DE SEGUIR O TIPO DE ADORAÇÃO QUE QUISEREM” 

Imperador Constantino

Note que Constantino engloba em seus decretos todas as religiões, sendo a maioria pagã e a minoria cristã. Quando ele favorece os cristãos que se depreende das afirmações a seguir “…que concedemos aos cristãos liberdade e liberdade plena para observarem seu modo peculiar de adoração”, está abrindo a porta para que possam adorar como querem e no dia que mais lhe agradarem (o que já era pratica da Igreja). Quando ele usa a expressão pagã, “Venerável dia do sol”, não está de modo algum impondo a honra deste dia ou divindade, mas apenas usando uma expressão que era peculiar àquele povo naquela conjuntura. Não adiantaria nada escrever em um decreto que posteriormente iria ser lido publicamente, usar uma expressão menos conhecida como “Dia do Senhor”, expressão esta tipicamente cristã, quando a maioria pagã não a entendia! Tanto e verdade , que Justino, o mártir, usa em sua epístola enviada ao Imperador pagão Antonino a expressão “No dia que se chama do sol…” (I Apologia 67, 3. 7), para que o imperador pagão pudesse entender. É mais ou menos como dizer a um americano que vou a igreja não no domingo (Dia do Senhor) mas no sunday (dia do sol), isto não compromete em nada o dia cristão. Algo análogo aparece na narrativa bíblica de Nabucodonosor, quando este afirma que o quarto homem dentro da fornalha de fogo era semelhante ao “filho dos deuses” (Daniel 3:25). Esta expressão prova que ele usou apenas o vocabulário corrente extraído do contexto politeísta no qual vivia para aludir ao anjo do Senhor. E foi desta maneira que Constantino usou aquela expressão. A conotação que a IASD da a esta expressão e por demais aviltante. Não há de se falar em “imposição” dominical, os fatos quando analisados honestamente não comportam tal ideia!

Outro fato de suma importância que passa despercebido e que raramente, ou nunca é comentado pelos sabatistas, e quanto ao resto da frase onde reza: “Aos que residem no campo, porem permita-se a entregarem-se livremente aos misteres de sua lavoura”. Veja que aos camponeses não foi imposta nenhuma lei dominical. Ora, sabemos que tais eram chamados de “pagani, nome latino que serviu para designar os camponeses, serviu para criar o termo e a noção de paganismo que engloba toda atitude religiosa hostil ao Cristianismo: prova eloqüente da impermeabilidade dos campos ocidentais `a pregação cristã dos primeiros séculos” (O Cristianismo Primitivo, pág. 102 – Stan-Michel Pellistrandi). Era aquele que não tinha aceitado o cristianismo ou sido batizado.  É  sabido que o cristianismo alcançou primeiramente as cidades e só depois os campos (zona rural) por ser justamente estes povos os que mais ofereciam resistência `a evangelização. Eles procuravam mais do que todos preservar suas tradições religiosas, e o cristianismo apresentava-se como uma ameaça `as tradições de seus antepassados. Se Constantino estivesse favorecendo o dia pagão, essa gente seria as principais a se beneficiarem deste feriado, mas não foi isto que aconteceu, simplesmente porque ele se reportava ao dia cristão, mesmo usando ainda nome pagão para designá-lo. Podemos acrescentar ainda as benfeitorias sociais promovidas por Constantino, principalmente em relação aos escravos melhorando sua condição de vida, e uma delas era o descanso. Os escravos eram considerados pelos gregos como algo desprezível, mesmo para Aristóteles, os escravos são excluídos da definição de homem, já os romanos o consideravam como apenas “instrumentum vocalis”, ou seja, “coisa falante”. Desta maneira os escravos (que eram muitíssimos em Roma) ganharam direito ao descanso. É bom rememorar também que uma enorme parcela desta classe era de cristãos, daí mais um motivo para o feriado.

VI – A EXPRESSÃO “DIA DO SENHOR”

Esta expressão é cognominativa e por si denota a reverencia dos primeiros cristãos para com o primeiro dia da semana. Conquanto seja este fato irrefutável os adventistas como de praxe tendem a distorcer as escrituras dizendo ser isto uma referencia ao sábado judaico.
O teólogo adventista Alberto R. Timm em seu livro “O Sábado nas Escrituras”, declara: “Parece mais provável que João tenha escolhido a expressão Kyriake hemera para designar o sábado…” (pág.76). Cita como base textos como o de Isaias 58:13; Êxodo 16:23 e Mateus 12:8. Diz ainda: “Alem disso, se João realmente tencionasse designar o domingo como sendo o “dia do Senhor” com certeza ele também teria feito em seu evangelho, que foi escrito aproximadamente na mesma época do apocalipse (na década de 90 AD). Mas em todas as oito alusões ao domingo no Novo Testamento, ele é simplesmente chamado de “primeiro dia da semana”…sem qualquer distinção especial.” (pág.74).
Estes argumentos a priori são atípicos considerando o contexto histórico dos primeiros séculos do desenvolvimento da Igreja.
O Dr. Aníbal P. Reis explica que A locução grega no caso dativo “Kyriake Hemera” e traduzida literalmente em nosso vernáculo por Senhorial Dia ou Dia do Senhor. Diz ele: “O nosso vocábulo DOMINGO procede do latim DOMINICUS (=Senhorial), (como Dominga vem de Dominica), que por sua vez e a tradução latina do grego KYRIAKE.” (A Guarda do Sábado, pág. 154).
O termo “Kyriake”, e uma palavra neo-testamentária que só aparece novamente em I Co. 11:20 em seu caso genitivo “Kyriakon” para designar a “Ceia do Senhor”.
A pergunta que forçosamente surge agora e: por que formar uma palavra nova para expressar coisas de uma instituição sagrada antiga? Urgi rememorar que o evangelho era uma instituição nova, por isso necessitou do uso de termos novos. Assim nós temos “cristãos” Atos 11:26, como um nome novo para o povo de Deus; “apóstolos”, “evangelistas”, e “diáconos” como os lideres da Igreja; batismo como o rito iniciatório na Igreja, a ceia do Senhor, I Cor 11:20, e o Dia do Senhor, como instituições daquela Igreja. As novas normas originadas pelo evangelho não puderam ser expressadas pela terminologia da velha lei; conseqüentemente palavras novas tiveram de ser cunhadas.
No Novo Testamento nós temos: o sangue do Senhor, o cálice do Senhor, os discípulos do Senhor, a mesa do Senhor, a morte do Senhor, o corpo do Senhor, a ceia do Senhor, e também o Dia do Senhor. Todas estas expressões recorrem a algo que pertence exclusivamente a Cristo debaixo do evangelho.
”Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor” (Apocalipse 1:10). Este é o primeiro lugar na Bíblia que nós temos a expressão o “Dia do Senhor”. João escreveu neste idioma sessenta seis anos depois que o Sábado judeu fora abolido; conseqüentemente ele deve ter recorrido a algum dia comemorativo peculiar para a nova dispensação. Não existe um único exemplo na Bíblia ou na história onde o termo “o Dia do Senhor” é aplicado ao Sábado sagrado judeu. Os adventistas nunca chamam o sétimo dia de o “Dia do Senhor” exceto quando eles tentam explicar o Dia do Senhor em Apocalipse 1:10 como se fosse o sábado; mas em todos seus ensinos, escritos, e conversações, eles se referem a este dia simplesmente como sábado. O termo “sabbath” não é usado em Apocalipse e nenhum léxico abalizado traduz esta expressão como se referisse ao sábado. O sábado sagrado judeu foi abolido na cruz (Col. 2:14 16; Gal. 4:10; Rom. 14:5) mais de sessenta anos antes de João escrever; então, ele não poderia ter recorrido àquele dia. Outro fato merecedor de nota é que depois de João, todos os demais escritores pós-apostólicos sempre usaram este termo para designar o domingo e nunca o sábado. Reforçando ainda mais, juntamos a isso o contexto do livro do Apocalipse que de forma precisa nos informa que a mensagem do livro era destinada as sete Igrejas da Ásia (v. 11). E junto a este conjunto das cartas as Igrejas e que esta a expressão “o Dia do Senhor”. Ora, o titulo “Senhor” e um titulo dado a Jesus especialmente depois da sua ressurreição que aconteceu no primeiro dia da semana. No Apocalipse ele e o Senhor Todo Poderoso do verso 8, e Senhor dos senhores 17:14. Portanto, este dia forçosamente tem de ser o dia no qual Jesus foi feito Senhor dos vivos e dos mortos, ou seja, o primeiro da semana. Este foi o dia que fez o senhor, Salmo 118:24. Mas o que dizer então dos versículos citados onde o sábado aparece como “meu santo dia” Isaías 58:13, “o santo sábado do senhor” Êxodo 16:23, “pois o Filho do homem e senhor do sábado” Mateus 12:8 ? Não e isto prova de que o dia do Senhor seja realmente o sábado? Não, pois estes três textos foram ditos ou escritos antes da cruz sob a lei, mas Apocalipse 1:10 depois da cruz e sob o evangelho, por conseguinte num novo contexto de uma nova aliança. Demais disso, se fosse este o caso certamente o apostolo teria repetido a designação usual (sábado) como aparece nos versículos acima referidos.

Mas é contestado pelos sabatistas que João e todos os outros evangelistas nos evangelhos chamam o domingo simplesmente, “o primeiro dia da semana”, em vez de “o Dia do Senhor”. Conseqüentemente se João, em Apocalipse 1:10, tivesse se referindo ao domingo ele teria dito “o primeiro dia da semana” como ele fez no evangelho.
A resposta não é tão embaraçosa quanto parece. Jesus predisse que ele seria morto e ressuscitaria no terceiro dia. Cada evangelista teve cuidado em demonstrar que a predição fora fielmente cumprida. Conseqüentemente eles foram coerentes em dar os nomes desses três dias como eram conhecidos pelos judeus; qual seja, dia da “preparação”, (sexta-feira) dia de “Sábado” e “primeiro dia da semana”. Temos que levar em conta também que o estilo gramatical tal como foi escrito o livro do apocalipse difere grandemente do de seu Evangelho e epístola. O estilo literário de Apocalipse e um tanto deficiente em relação ao do seu evangelho. Outra questão em especial a considerar e quanto à autoria do livro. Em seu evangelho João não menciona seu nome mas tão somente diz “Este e o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu” João 21:24, já nas epístolas ele se identifica não mais como “o discípulo” mas anonimamente como “o presbítero”. No apocalipse pelo menos três vezes ele se identifica como “João”. Foi por detalhes como este que Dionísio colocou em duvida a autoria do Apocalipse (Cf. Historia Eclesiástica livro 7, cap. XXV). Apesar destas supostas diferenças nos sabemos que o verdadeiro autor do Apocalipse foi o apostolo amado João. Alem disso, o modo como João usou a expressão “o Dia do Senhor” para designar o primeiro dia da semana (ao contrario de como fez em seu evangelho) quiçá pode muito bem se encaixar nestas diferenças literárias do livro (assim como aconteceu com seu nome). Desta maneira sepulta-se de uma vez o aparato do argumento adventista.
Isto posto, eu declaro que o domingo longe de ser um dia pagão dedicado a Mitra, como afirmam os sabatistas, e indiscutivelmente o dia do Senhor. Um dia de adoração, comemoração e regozijo para o povo de Deus.
A Bíblia de Estudo Apologético e Vida Nova, em suas notas de rodapé ao comentar Dt 5.12-15 diz: “A palavra sábado tem raiz no termo hebraico SHABHAT, que quer dizer ‘cessar’, ‘desistir’. Esta palavra está associada ao sétimo dia antes mesmo da legislação no Sinai (Ex 16.26). A referência específica ao sétimo dia não aparece no próprio mandamento sobre o sábado (Dt 5.12). Não há razão lingüística pela qual a palavra ‘sábado’ não pudesse ser também um dia de descanso no princípio da semana. A mudança do descanso sabático do sétimo dia é o cumprimento do princípio moral do sábado. O sábado do sétimo dia comemorava a obra da criação divina (Ex 20.11) e a redenção (Dt 5.15). O sábado do primeiro dia pode ser reputado como comemoração da nova obra de criação divina (II Co 5.17; Ef 2.10) e a redenção espiritual (Tt 2.14). A ressurreição de Jesus assinalou o clímax de sua obra redentora (Rm 4.25; I Pe 1.3) e parece certos que os cristãos primitivos começaram reunindo-se no primeiro dia da semana em comemoração a esse grande acontecimento. Cristo a si mesmo chamou-se Senhor do Sábado (Mc 2.28) e o primeiro dia da semana posteriormente se tornou conhecido como dia do Senhor (Ap 1.10). Desde então o sábado do primeiro dia tem sido aceito pela vasta maioria dos cristãos”.

O Domingo ou um chip são “a marca da besta”?

Há algum tempo a IASD tem afirmado que a marca da besta do apocalipse é o primeiro dia da semana, pois segundo essa denominação o fato da igreja do Senhor Jesus ter passado a se reunir nos dias de Domingo,é uma prova irrefragável que quem não guarda o Sábado tem a marca da besta, vejam:

“Que é, pois, a mudança do Sábado, senão o sinal da autoridade da igreja de Roma –► “a marca da besta”; “O selo da lei de Deus se encontra no quarto mandamento… Os discípulos de Jesus são chamados a restabelecê-lo, exaltando o Sábado…”(Livro: O Grande Conflito, Ed. condensada, 1992, pag. 267 e 269) ”.

Também há outro ensino ou advertência de que a marca da besta é um chip e isso tem deixado muita gente aterrorizada pelo fato de alguns países terem colocado esse objeto eletrônico em algumas pessoas. Mas há essa possibilidade?
O Novo Testamento foi escrito em Grego Koinê e não em português,e é justamente isso que veremos ao examinar o verdadeiro significado da palavra MARCA no livro do Apocalipse, pois o vocábulo que consta nos manuscritos é ➜ χάραγμα (charagma) e o mesmo aparece sete vezes no Novo Testamento (Ap 13:16;13:17;14:9;14:11,16:2;19:20;20:4):

A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa ➜ marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, (Ap 13:16 ARA)

καὶ ποιεῖ πάντας, τοὺς μικροὺς καὶ τοὺς μεγάλους, καὶ τοὺς πλουσίους καὶ τοὺς πτωχούς, καὶ τοὺς ἐλευθέρους καὶ τοὺς δούλους, ἵνα δῶσιν αὐτοῖς ➜ χάραγμα ἐπὶ τῆς χειρὸς αὐτῶν τῆς δεξιᾶς ἢ ἐπὶ τὸ μέτωπον αὐτῶν (Ap 13:16 BNT).

Segundo o dicionário de J.Strong, esta palavra denota uma gravação de marca,  ou com a inscrição “marca” ou “sinal”.  Ele pode ser usado para uma “inscrição” ou de um “selo”,  por exemplo,  o selo imperial em decretos, as caricaturas em moedas, que lhe dá o sentido mais geral de “dinheiro”, ou seja, uma marca superficial e no caso de Apocalipse SOBRE a pele e não SOB a pele como é atestado quando se refere ao chip, pois para corroborar com a tese de um implante SOB a pele, seja mão, seja testa; seria necessário haver no livro do Apocalipse o vocábulo στίγματα (stigmata) que também é um tipo de marca, pois esse, verdadeiramente mostra um sentido de um corte SOB a pele como uma incisão e essa palavra só foi usada uma vez no Novo Testamento pelo apóstolo Paulo para ele expressar o tipo de prêmio que ele havia recebido por amor a obra do Senhor Jesus Cristo, pois o mesmo tinha cortes feito por um tipo de chicote chamado azorrague (Jo 2:15;2Co 11:24)  e que esse tinha em suas pontas pedaços de ferro e de ossos de carneiro, vejam:
Quanto ao mais, ninguém me moleste; porque eu trago no corpo as ➜ marcas de Jesus. (Gl 6:17 ARA)

Τοῦ λοιποῦ κόπους μοι μηδεὶς παρεχέτω· ἐγὼ γὰρ τὰ ➜ στίγματα τοῦ Ἰησοῦ ἐν τῷ σώματί μου βαστάζω. (Gl 6:17 BNT).

 Conclusão:

Como foi mostrado antes, é impossível a marca da besta ser um dia semanal como afirmou e ensinou a fundadora-mor da IASD a Srª Ellen G White e quanto ao chip, não podemos afirmar de certeza se a marca da besta será um cartão magnético,um cadastro, ou um chip, porém segundo o vocábulo do texto de Ap 13:16, tudo nos leva a entender que não será um chip, porém é uma especulação, apenas mostrei o que a exegese revela e que se o Domingo fosse a marca da besta, a IASD teria problemas já que eles são pós-tribulacionistas, ou seja, acreditam que eles juntamente com a igreja verdadeira de Jesus Cristo passarão toda a tribulação aqui na Terra, e isso é um “tiro no pé’’ da IASD, pois para sobreviver no período da tribulação é necessário comprar, comer, beber, pagar impostos…(Ap 13:17) e só há uma maneira de isso acontecer, e essa maneira é a guarda ou observância do Domingo. Confira a imagem do texto ao lado:

VII – O DOMINGO, PRIMEIRO DIA DA SEMANA, É O DIA DA RESSURREIÇÃO E DA NOSSA VITÓRIA.

Qual seria o dia que comemoraríamos hoje? Sexta feira ou o Sábado? Nestes dias o Senhor jazia frio na morte, na tumba. Naqueles dias os discípulos não tinham esperança. Com muito sofrimento, eles lamentavam atrás de portas fechadas. Eles diziam que pensavam que era Ele quem iria redimir Israel. Somente o dia da ressurreição mudaria este triste momento.

– Este dia ocorreu na manhã do primeiro dia da semana que é o Domingo e a nossa        redenção foi completa.  Leiamos:

   “Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana (no Domingo)”
(Mc.16:9). {Grifo meu}

– No Domingo Jesus apareceu para os seus discípulos (Mc.16:14).

– No Domingo, Ele os encontrou em diferentes lugares e em repetidas vezes
(Mc.16:1-11; Mt.28:8-10; Lc.24:34; Mc.16:12-13; Jo.20:19-23).

– No Domingo Jesus os abençoou (Jo.20:19).

– No Domingo Jesus repartiu sobre eles o Espírito Santo (Jo.20:22)

– Aqui Ele primeiro comissionou para pregarem o evangelho a todo o mundo
(Jo.20:21 e Mc.16:9-15).

– O Domingo tornou-se o dia de alegria e regozijo para os discípulos (Jo.20:20).

– Os discípulos se reuniam no Domingo (At.20:6-7).

– As coletas eram feitas no Domingo (ICor.16:1-2). 

O PENTECOSTES OCORREU NO DOMINGO
(transcrito do Livro: “Fatos Sobre o Sétimo Dia”)

Contareis sete semanas completas, a partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida, sete semanas inteiras serão. Até o dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cin­qüenta dias… (Lv. 23.15,1 6).
Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. (At.2.1)

O maravilhoso evento do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes teve lugar no Domingo! O dia de Pentecostes ocorreu no dia que vinha após o sétimo Sábado — o qüinquagésimo dia. É claro, o dia após o Sábado é o primeiro dia da semana ou Domingo.
É impossível superestimar a importância do derramamento do Espírito Santo para iniciar a dispensação cristã. Era para os discípulos permanecerem em Jerusalém até que fossem revestidos de poder do alto. João vos batizou com água, disse Jesus, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo não muito depois destes dias. Recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo (At 1.5,8). A Igreja nasceu no dia de Pentecostes, e era um Domingo! Como resultado de sua experiência naquele dia, os discípulos saíram para evangelizar o mundo. Deus honrou aquele sétimo Domingo da dispensação do Novo Testamento com 3.000 conversões, que se seguiram ao sermão de Pedro.

RESUMO: FOI O DOMINGO INSTITUÍDO PELO PAPA? 

É claro que o papa não poderia mudar algo que já era praticado pela Igreja primitiva. Entretanto, é assegurado pelos mestres do sétimo dia que o papa de Roma trocou o descanso do Sábado para o Domingo e que os que guardam o Domingo recebem a marca da besta (cf. Primeiros Escritos de EG White, pág. 267). Eles fazem esta afirmação com base no catecismo católico. Contudo, os católicos também afirmam que Deus é Trino, que Jesus é divino, que a Bíblia é a Palavra de Deus… Lógico, que com isso todos os adventistas corroboram sem que estejam vinculados com o papa. Os evangélicos negam terminantemente os dogmas católicos antibíblicos, como: a infalibilidade papal, a adoração às imagens de esculturas, a mariolatria, a intercessão pelos mortos, etc… Agora, a afirmativa de que o papa mudou o dia de descanso é obtusa e sem fundamentação eclesiológica. Também afirmamos que não há qualquer prova histórica encontrada que mostre a troca do Sábado pelo Domingo pela igreja Romana ou por Constantino. Em vez disso, seu catecismo diz assim: “O Domingo, ou dia do Senhor, que observamos por tradição dos apóstolos em lugar do Sábado”. Assim, pode ser visto que os católicos realmente ensinam que a observância do dia do Senhor começou no tempo dos apóstolos, não séculos mais tarde, nos dias dos papas.
Pecam os adventistas por fazerem uma abordagem simplista sobre uma tão séria questão!

RESUMO: SUNDAY E SATURDAY

Dizem os sabatistas: “Roma teve um imperador que adorava o sol. Daí Sunday (dia do sol – do Inglês, Domingo). Por essa questão pagã, a tradição chegou até nossos dias”. Quando lemos estas afirmações devemos saber que são oriundas ou originadas dos livros da Editora dos Adventistas a Casa Publicadora. É um argumento sem fundamento teológico concreto, freqüentemente citado pelos sabatistas para imprimir a ideia de que a guarda de outro dia que não seja o Sábado é de origem pagã. Tão pagã quanto a palavra Sunday é Saturday ( que quer dizer dia de Saturno), Sábado, em Inglês. Este dia, Saturday ou Sábado, era dedicado ao deus Saturno e prestava-se culto com orgias e muita bebida. Os dias da semana levam nomes pagãos e não só o Domingo. Constantino, por sua vez, foi o primeiro imperador romano a adotar o cristianismo. Quando o fez promulgou vários decretos em favor dos cristãos. Se valer o argumento que Constantino quem firmou o primeiro dia da semana como dia de guarda, então teríamos que reconhecer que muitas outras doutrinas verdadeiramente bíblicas também estivessem erradas, pois por ele foram corroboradas. E seria inadmissível pensarmos assim.

 RESUMO: O SHABBÃTH 

A palavra “shabbãth”, da raiz shabhath, em hebraico significa literalmente “cessar”, “desistir”. No relato da criação não se encontra a palavra “Sábado” mas a raiz de onde se deriva esse vocábulo é encontrado em Gn.2:2. Em Ex.20:11, encontramos a afirmação de que Deus “descansou” no sétimo dia, mas no mesmo livro, no capítulo Êx.31:17, a expressão toma o sentido de Ele “cessar a Sua obra e tomar alento”.

A linguagem é figurada, pois Deus não está sujeito a limitações humanas ou físicas, não tendo necessidade de descansar. Leiamos: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento” (Is.40:28; Leia também: Sl.121; Jo.5:17). Na realidade, Deus cessou a sua obra da criação. O seu descanso, portanto, refere-se a esse tipo de trabalho, a criação do universo. Ainda bem que o nosso Deus não é como o deus das religiões, pois o deus das religiões é obrigado parar para descansar, mas o nosso Deus nunca se cansa. Aleluia!!!

RESUMO: O SÁBADO É PERPÉTUO?

Argumenta os sabatistas que o Sábado é perpétuo e por isso ainda deve ser guardado. O argumento usado pelos sabatistas, se verdadeiro, significaria que toda lei levítica – circuncisão, páscoa, incenso, sacerdócio, etc. – também deveriam ser perpétua. Por exemplo, em Ex.12:14 está declarado que a páscoa terá de ser observada “por suas gerações” e “para sempre”, exatamente como é dito sobre o Sábado. A oferta de incenso também é dita como perpétua (Ex.29:42). Lavagem de mãos e pés seria perpétuo (Ex.30:21). Os sabatistas concordam que a observância destas coisas cessou. Porém, para serem consistentes, se guardam o Sábado, também têm que guardar as outras ordenanças. Entretanto, isso tudo não é mais perpétuo, pois esse pacto só continuaria e valeria se cumprido por Israel. Ao ser quebrada a Lei o pacto cessou e o pacto da graça começou. Leiamos:

“ Eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que farei um pacto novo com a casa de Israel e com a casa de Judá, não conforme o pacto que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, esse meu pacto que eles invalidaram, apesar de eu os haver desposado, diz o Senhor. Mas este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. E não ensinarão mais cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: Conhecei ao Senhor; porque todos me conhecerão, desde o menor deles até o maior, diz o Senhor; pois lhes perdoarei a sua iniqüidade, e não me lembrarei mais dos seus pecados” (Jr.31:31-34).

Dito isto, vamos aos fatos, as 70 razões, título desta obra esclarecedora.

 

AS 70 RAZÕES PARA SE GUARDA O SÁBADO SEGUNDO A IASD

Para ficar claro para o leitor, todo o conteúdo pontuado foi extraído do site: https://setimodia.wordpress.com/2011/08/17/70-razoes-para-se-guardar-o-sabado/, porém, as respostas abaixo de cada tópico são nossas. Vamos as “razões”:

  1. Porque foi escrito pelo próprio dedo de Deus. Gênesis 31:18

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado.

e conduziu todo o seu rebanho, junto com todos os bens que havia acumulado em Padã-Arã, para ir à terra de Canaã, à casa de seu pai, Isaque.” Gên. 31.18

  1. Porque o Sábado foi abençoado por Deus. Gênesis 2:3 (+ descanso e
    santificação)

Resposta: O verbo hebraico neste texto é claro e significa literalmente “cessar” ou “terminar” , do qual se origina o termo shabbat, cujo a tradução em português é “sábado” ou “dia de descanso” que é condizente com a satisfação de Deus diante do que Ele havia realizado como se constata em 1.31 de Gênesis: “ E viu Deus tudo quanto tinha feito, e viu que era bom…”

Por outro lado, o testemunho de Jesus a respeito da obra (trabalho) divina, deixa claro que não seria possível um Ser espiritual, isento das fragilidades carnais e humanas, necessitarem de descanso ou repouso físico. Veja Jo. 5.17

Disse-lhes Jesus: “Meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando“.

  1. Porque todas as coisas foram feitas por Deus. João 1:3

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado.

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele; sem ele, nada do que existe teria sido feito” Jo.1.3.

  1. O Sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do
    Sábado. Marcos 2:27

Resposta: Como Senhor do sábado, Jesus defendeu seus discípulos quando acusados de estarem transgredindo este dia por colherem espigas. E como Jesus fez isso? Apontou o exemplo de Davi que comeu os pães da proposição, quando não era permitido comer (I Samuel 21.6)

Então, o sacerdote lhe deu os pães consagrados, visto que não havia outro além do pão da Presença, que era retirado de diante do Senhor e substituído por pão quente no dia em que era tirado”.

Partindo da idéia da IASD sobre lei moral e cerimonial, e se a observância do sábado fosse uma regra moral, os fariseus poderiam ter retrucado que Davi havia transgredido um preceito cerimonial ou ritual da lei, e que os discípulos estavam seguindo outro caminho. No entanto, Jesus acrescentou: “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa”. (Mat. 12.5)

  1. Porque Deus determinou que nos lembrássemos do Sábado para
    santificá-lo. Êxodo 20:8-10

Resposta: O uso do verbo lembra-te (8) insinua que é fácil negligenciar o dia santo de Deus. Tinha de ser mantido em ininterrupta consciência e santificado, ou seja, “retirado do emprego comum e dedicado a Deus” (ATA). Todo o trabalho comum seria feito em seis dias (9), ao passo que o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus (10). Era um dia dedicado, separado, a ser dado inteiramente a Deus.

Ninguém deveria trabalhar neste sétimo dia. O senhor não deveria fazer seus servos trabalharem. Até os animais tinham de descansar do trabalho cotidiano. Havia proibições específicas, como a ordem de não colher maná (16.26), não acender fogo (35.3), não apanhar lenha (Nm 15.32-36). Embora o foco seja negativo, a lei permitia o trabalho necessário, como o trabalho de sacerdotes e levitas no Templo, o atendimento a doentes e o salvamento de animais (cf. Mt 12.5,11).

  1. Porque o Sábado é o sinal do poder criador de Deus. Êxodo 20:11

Resposta: A razão para observar o sábado é que Deus fez a terra em seis dias e ao sétimo dia descansou; portanto, abençoou o SENHOR o dia do sábado e o santificou (111. As Escrituras não fazem uma lista de coisas que se deve fazer no sábado. A inferência inequívoca é que o dia é de descanso e adoração. As ocupações seculares e materialistas devem ser substituídas por atividades espirituais. Cristo condenou o legalismo que deu ao dia a forma severa e insensível, embora não tenha anulado a sacralidade do dia. Foi ordenado para o bem do homem (Mc 2.23-28).
A observância do dia do Senhor (domingo) como o sábado cristão preserva o princí­- pio moral que há neste mandamento. A mudança do sábado judaico para o sábado cristão foi feita gradualmente sem perder necessariamente o propósito de Deus para este dia santo.26 Notamos que os versículos 9 e 10 não especificam o sábado nem “o sétimo dia da semana” como o dia do descanso sabático. A letra do mandamento é cumprida pela observação do dia seguinte aos seis dias de trabalho, como faz o cristão

  1. Porque o Sábado já existia antes das leis serem dadas no Monte Sinai. Êxodo 16:4, 22, 23, 27-29

Resposta: Em Êxodo 15.25, lê-se que Deus “… lhes deu estatutos e uma ordenação, e ali [no deserto] os provou*. Logo, o sábado foi ordenado no deserto, depois da saída dos filhos de Israel do Egito, e não antes. Os cristãos. segundo o testemunho claro do Novo Testamento, estão livres da observância do sábado (Cl 2.16,17).
De fato, a tentativa de reconciliação com Deus por meio de obras implica a nulidade da obra de Cristo e a obrigatoriedade de se guardar toda a lei (Gl 5.2,3). Assim, aqueles que consideram ser importante guardar o sábado devem julgar se estão fazendo isso da maneira que a lei no Antigo Testamento prescrevia: não sair de casa no sábado (16.29); não ferver ou assar comida (16.23); guardar o sábado dentro de casa (16.29); não acender fogo (35.3); não fazer viagens (Ne 10.31); não carregar peso (Jr 17.21); não fazer transações comerciais (Am 8.5); etc.
Os defensores da observância do sábado, como um procedimento necessário para a salvação, Ignoram os ensinos do Novo Testamento a respeito desse dia (Mt 12.1-13; At 15.1,10; Cl 2.16,17). Em verdade, estão colocando sua esperança em suas próprias obras e não na obra redentora de Cristo (Rm 3.28; Gl 2.16; Gl 3.10,11). Estão ensinando a outros o que eles mesmos não praticam (Mt 23.15; At 15.1,10; Rm 2.21). E, por conta disso, tornam-se culpados da própria lei, pois não a cumprem integralmente, atraindo sobre si mesmos a maldição da lei (Dt 27.11—28.1-68; Js 24.19,20; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10).

  1. Porque o nome do Senhor permanece para sempre. Salmos 135:13

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado.

“0 teu nome, ó Senhor, dura perpetuam ente, e a tua memória, ó Senhor, de geração em geração”. 

  1. Porque a obra da criação deverá para sempre ser lembrada. Salmos 111:2-4

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado.

Grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que nelas tomam prazer. A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre. Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o Senhor

  1. Porque o Sábado é um sinal entre Deus e o homem. Ezequiel 20:12, 20

Resposta: Veja o comentário do item 11 

  1. O Sábado será um sinal para sempre. Êxodo 31:17

Resposta: Os ASD afirmam que esta referência comprova que a guarda do sábado é obrigatória por causa da expressão “para sempre”, para a qual dão a seguinte interpretação: “de duração permanente”.

Há outros textos na Bíblia que falam de “preceitos perpétuos” ou “para sempre” e não são considerados “de duração permanente” pelos próprios sabatistas. Segundo a Bíblia, são preceitos perpétuos: a circuncisão (Gn. 17.7,13), a unção dos sacerdotes (40.15) e a celebração da Páscoa (12.14). Por que só vêem no sábado um preceito perpétuo? 

  1. Porque até os remidos lembrarão o divino poder Criador. Apocalipse 4:11

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado.

 “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”. 

  1. Porque na nova terra iremos adorar a Deus todos os dias especialmente no Sábado. Isaías 66:22-23

Resposta: Se o sábado estará em vigor na nova terra, também estará em vigor a lua nova, pois o que se fala do sábado também é falado da lua nova. Os adventistas não guardam a lua nova. Se alguém dissesse que iria visitar sua noiva de sábado a sábado, isto implicaria diariamente e não apenas no dia de sábado. Logo, a interpretação correta é que, no futuro, não iremos adorar a Deus em épocas especiais (apenas nos sábados ou na festividade da lua nova), mas permanentemente, sem interrupção. 

  1. Porque Deus deve ser verdadeiramente adorado. João 4:16

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá

  1. Porque Jesus deu o exemplo de observância do Sábado. Lucas 4:16 (na igreja); Gênesis 2:3 (descanso) 

Resposta: Assunto já bem exposto nos tópicos deste documento

  1. Jesus fazia atos de misericórdia no Sábado. Mateus 12:12

Resposta: Leia o item 18 logo abaixo.

  1. Porque o dia da preparação seria no sexto dia. Lucas 23:54; Êxodo 16:22,23 

Resposta: Sim, naquela época, após o mandamento de Deus no deserto, a preparação era no sexto dia, obvio. Mas o que isto tem a ver com guardar o sábado em nossos dias?

  1. Porque o filho do homem é Senhor até do Sábado. Mateus 12:8

Resposta: Obviamente os IASD estão usando este versículo isoladamente ao interpretar que a expressão usada por Jesus: “Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor“, implica em que todos devem guardar o sábado.
Como Senhor do sábado, Jesus defendeu seus discípulos quando acusados de estarem transgredindo esse dia por colherem espigas. E como fez isso? Apontando o exemplo de Davi, que comeu os pães da proposição, quando não era permitido comer (1 Sm 21.6). Partindo da idéia da teoria adventista das duas leis (moral e cerimonial), se a observância do sábado fosse uma regra moral, os fariseus poderiam ter retrucado que Davi havia transgredido um preceito cerimonial ou ritual da lei, e que os discípulos estavam seguindo outro caminho. No entanto, Jesus acrescentou: “Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?” (v. 5. V. comentário de Êx 20.8).

  1. É lícito fazer o bem no sábado. Lucas 6:9 

Resposta: O versículo esta sendo avaliado isoladamente. Não há nada aqui que sustente uma obrigatoriedade de guarda de sábado.

  1. Jesus fazia milagres no sábado. João 9:16

Resposta: Graças a Deus que Ele fazia milagres no sábado. Mais isso significa que tenho a obrigatoriedade de guardar o sábado?

  1. 21.Porque o Sábado é o dia que antecede imediatamente ao primeiro dia da semana logo ele é o sétimo dia. Mateus 28:1; Êxodo 20:10

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Os seguidores de Cristo repousaram no Sábado depois da crucificação. Lucas 23:56

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Paulo e Barnabé foram à sinagoga no dia de Sábado. Atos 13:14

Resposta: É preciso entender que o «= apóstolo Paulo foi criado em todas as observâncias da lei (22.3). E o grande desejo do seu coração era ganhar os judeus para Jesus (Rm 9.3,4; 1 Co 9.20-23). E, com esse alvo. ganhar os judeus para Cristo, Paulo circuncidou Timóteo, que era judeu, pois sua mãe era judia (16.3), diferente de Tito, que era grego e não se circundou (Gl 2.3). Assim, Paulo evitou causar um escândalo, uma vez que Timóteo estava socialmente comprometido com a lei e Tito, não. Embora 1 Coríntios 7.19 seja um texto que afirme que a circuncisão é sem valor para o cristão, Paulo, porém, observou a festa de Pentecostes (20.16), raspou a cabeça (18.18) e fez ofertas da lei (21.20,26). No entanto, afirmou que o sábado semanal foi abolido na cruz (Cl 2.16). Paulo, na verdade, entrava nas sinagogas aos sábados para pregar o evangelho aos judeus, porque era somente nesse dia que os encontrava reunidos, quando, então, podiam ouvir sua pregação.

  1. Os judeus e gentios reuniam-se na sinagoga nos dias de Sábado. Atos 13:42

Resposta: Leia item 23

  1. O Sábado é o dia de oração. Atos 16:13

Resposta: Dia de oração é todo dia. Isto é uma obrigação do cristão. Portanto, dizer que tenho que guardar o sábado só porque se orava naquela época, é de tamanha infantilidade espiritual.  Já dizia o escritor aos Hebreus:

“Ora, todo aquele que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, porque é criança. Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal.”  Hb 5.13.14

  1. São João foi arrebatado em espírito no dia do Senhor. Apocalipse 1:10

Resposta: Essa afirmação é especulativa e sem base bíblica. Encontramos a expressão “dia do Senhor”, traduzida por domingo em algumas traduções das quais os próprios adventistas se servem: “Um dia de domingo, fui arrebatado em espírito’ (Bíblia Sagrada, tradução de Matos Soares). ‘ Eu fui arrebatado em espírito em um dia de domingo” (Bíblia Sagrada, tradução, Antônio Pereira de Figueiredo) “Num domingo, caindo em êxtase, ouvi atrás de mim uma voz forte’ (Bíblia. Edições Paullnas). O Salmo 118.24 declara: “Este é o dia que fez o Senhor; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele”. O cristão tem liberdade para adorar a Deus diariamente, não faz diferença de um dia em detrimento de outro.

  1. Não podemos desviar-nos do Sábado. Isaías 58:13

“Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no m eu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras”
Resposta: Aqui esta se tratando do cumprimento de uma lei que foi dada por Deus. Nada que demonstre ou prove que devamos seguir esta lei nos nossos dias.

  1. Cristo não veio destruir a lei. Mateus 5:17

Resposta: O texto em estudo nos mostra que Jesus não citou apenas os mandamentos do decálogo. Antes, referia-se a três deles, somente. A saber: versículos 21,27 e 33. Os demais mandamentos não fazem parte do decálogo. No versículo 38, Jesus trata da questão do “olho por olho”, assunto que pode ser visto também em Levítico 24.20. No versículo 43, Cristo fala a respeito do amor ao próximo, o que também pode ser constatado em Levítico 19.18. Ao abordar sobre a lei, Jesus falava dos cinco livros de Moisés, ou seja, do Pentateuco (7.12; 11.13; 22.40; Lc 16.16, 29,31). Jesus veio cumprir a lei (Gl 4.4,5; Lc 24.44) e tomou-se o fim dela (Rm 10.4). Logo, a lei já passou. (V. comentário de Êx 20.8).

  1. Porque a lei é eterna. Mateus 5:18

Resposta: É erro grave propagar a promessa de uma salvação universal, na qual não haverá julgamento e todos, indistintamente, serão redimidos. “Jesus, em Mateus 24.35, descarta a tese universalista, sacramentando a eternidade de sua Palavra, a qual, segundo o texto, ‘ não passará”, isto é, durará para sempre. O versículo em análise, ao destacar a insignificância dos tipos gregos citados: iota (j) e keraia ( ), mostra que Cristo desejava explicar que todas as coisas que disse, inclusive as menores, haveriam de se cumprir, o que, em paralelo a Mateus 24.35, desbanca a tese universalista. Ora, se Deus não tivesse o propósito de fazer valer sua Palavra, não teria criado um lugar com o objetivo de arremessar nele aqueles que sofrerem a condenação eterna; o dano da segunda morte (Mt 25.41; Ap 20.14; 21.8).

  1. Porque não podemos quebrar os mandamentos. Mateus 5:19

Resposta: Com toda certeza temos que seguir os seus mandamentos. Mas… Onde esta aqui neste texto a obrigatoriedade da guarda do sábado em nossos dias?

  1. Porque o homem cuidará em mudar a lei. Daniel 7:25

Resposta: A IASD afirma que o papa mudou o dia da guarda do sábado para domingo.
O texto, quando fala da lei, não se refere ao sábado. Mesmo usando uma interpretação capciosa, os adventistas não podem indicar que o papa tenha, supostamente, feito isso. Na verdade, se o texto provasse que a mudança está relacionada ao sábado, teríamos de concluir que tal mudança ocorreu pela vontade do próprio Deus (Dn 2.20-21). Devemos reconhecer que a lei foi mudada por Cristo (Hb 7.12). Muitas passagens demonstram que Jesus cumpriu toda a lei, findando-a na cruz (Rm 10.4; 2Co 3.6-14; Gl 3.19-25; Cl 2.14-17).

  1. Somos servos de Deus por isso devemos obedecê-Lo. Romanos 6:16

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias

  1. Porque se guardamos outro dia não estamos de acordo com Cristo e sim com os homens. Mateus 15:9

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias

  1. Se temos certeza quem é Deus porque não segui-Lo? I Reis 18:21

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com guardar o sábado. 

  1. Porque as escrituras não podem ser mudadas. Daniel 6:8

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Deus é o autor da lei. Êxodo 20:3

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque o 4º mandamento mostra autoridade do domínio do autor da lei. Êxodo 20:8-11

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Serão salvos os que guardam os mandamentos e tem a fé de Jesus. Apocalipse 14:12

Resposta: A IASD diz que este texto trata-se da Igreja Adventista: a igreja remanescente que guarda os mandamentos de Deus, o decálogo. Um pouco presunçoso fazer tal afirmação, visto que não base nenhuma para isso.
Pelo visto, os adventistas se esquecem de uma coisa: não havia somente o sábado semanal obrigatório em Israel, mas, na verdade, um ciclo sabático:

a.) Cada semana um dia de descanso (Lv23.1-3; b.) Sete sábados festivos (lv 23.4-37); c.) Em cada sete anos, um ano de descanso (Lv 25.1 -7); d.) Jubileu – um ano em cada 50 anos (Lv 25.8-17). Todo esse ciclo integrava o antigo concerto que os filhos de Israel deviam obedecer (Êx 31.17,18).
Também integravam o antigo concerto: a.) a circuncisão (Gn 17.9-14; Lv 12.3) e b.) a seguinte exigência: os estrangeiros interessados em participar da páscoa deviam, antes de guardar o sábado, circuncidar-se (Êx 12.48). Será que os adventistas estão cumprindo toda a lei?

  1. Porque Satanás está tentando o povo a não guardar os mandamentos. Apocalipse 12:17

E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testem unho de Jesus Cristo”.

Resposta: A IASD declara que a mulher referida neste texto é a própria Igreja Adventista e que a sua semente são os seus adeptos, perseguidos por guardarem os mandamentos e possuírem o testemunho de Jesus. E, atrelando-se à referência 19.10, justifica sua interpretação com a figura de Ellen G. White, sua profetisa e autora das literaturas que norteiam sua doutrina. “Segundo acredita, ainda, o título ‘igreja remanescente” que adota deve-se ao fato de que guarda os mandamentos, entre os quais, a observância do sábado, e possui o espírito de profecia personificado em Ellen G. W.

Essa interpretação não é bí­blica. O que o escritor está declarando é que os profetas que anunciaram a vinda do Messias tinham o espírito de profecia quando falavam a respeito desse assunto (1 Pe 1.10,11). Os profetas anunciaram os sofrimentos pelos quais Jesus iria passar e a glória que viria, em seguida, sobre Ele. É justamente isso que lemos em Lucas 24.44,46: “Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas, e nos Salmos. (…) E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos’. Mais claramente. Daniel 7.13,14 fala da glorificação de Cristo em sua segunda vinda: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias. e o fizeram chegar até ele. “E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído”. Eis a interpretação da própria Bíblia sobre o verdadeiro sentido do texto em estudo, o que foi reiterado pelo Senhor Jesus em João 5 .39, onde Cristo nos diz que devemos examinar as Escrituras. porque falavam dele e não de Ellen G. White.

  1. Porque o sábado foi feito. Marcos 2:27

Resposta: Veja o tópico 4

  1. Cristo guardou o sábado. João 15:10

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Devemos andar como Cristo andou. I João 2:6, 5:3; I Pedro 2:21; João 13:15-17, 15:10

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque Cristo é o mesmo. Hebreus 13-8

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias. 

  1. Serão castigados os que não guardam o sábado. Jeremias 17:27

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Deus fica irado quando profanamos o sábado. Neemias 13:17-18

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. A lei de Deus é verdadeira. Neemias 9:13-14

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Bem aventurado é o homem que se guarda de profanar o sábado. Isaías 56:1,2,6,7

Resposta: O texto em análise não se aplica aos gentios, mas aos judeus. Tanto é assim que se fala em casa de Jacó (v. 1) e nação (v. 2). No antigo concerto, Deus, freqüentemente, exortava o povo de Israel quanto aos preceitos vigentes daquela época, os quais abrangiam os 613 mandamentos do livro da lei.

  1. Deus nos envia uma mensagem com relação ao sábado. Isaías 58:13-14

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Muitos ensinadores profanam a lei. Ezequiel 22:26

Resposta: A acusação não se limita à quebra do sábado por parte dos hebreus, mas aos sacerdotes e a todo o povo. As expressões seguintes mostram a interpretação correta do texto: a) cidade sanguinária (v. 2), que é Jerusalém, e b) príncipes de Israel (v. 6,8). Portanto, o texto em estudo nada tem a ver com os gentios que não estão debaixo da lei de Moisés (Rm 6.14), mas sob a lei de Cristo (Gl 6.2).

  1. Deus está enviando uma mensagem ao mundo para desviar o homem do culto falso para o culto verdadeiro. Apocalipse 14:7-10

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Deus apresentou razões para que o povo de Israel guardasse o sábado. Deuteronômio 5:15

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. A nossa fé em Deus não anula a lei. Romanos 3:31

Resposta: Paulo estava tratando, em todo o capítulo três, dos meios de justificação pela fé e não pela lei. Pergunta o apóstolo: “Onde está logo a jactância? É excluída. Por qual lei? Das obras? Não; mas pela lei da fé. Concluímos, pois. que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (v. 27,28). Em seguida, conclui: “Anulamos, pois, a lei pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei*. Fala, naturalmente, da lei da fé e não das obras da lei. o que é confirmado pelo seguinte texto: “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada” (Gl 2.16).

  1. Os que amam a lei terão paz. Salmos 119:165

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Deus dá uma garantia aos que observam os seus mandamentos. Isaías 48:18

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Quem obedece ao Senhor tem bom entendimento. Salmos 111:10

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Bem aventurado o homem que tem prazer na lei do Senhor. Salmo 1:1,2; Romanos 7:22

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Os mandamentos de Deus não são pesados. I João 5:3

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Quem não guarda os mandamentos é mentiroso. I João 2:4

Resposta: O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias. Além do mais, os sabatistas também não guardam os mandamentos como deveriam. Será que eles guardam os Dez mandamentos exatamente como manda a lei? Com toda certeza não. Veja o tópico 63.

  1. Deus considera bem aventurado o que anda no caminho do Senhor. Salmo 119:1

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque a lei é imutável. João 3:16; I Coríntios 15:3; Eclesiastes 12:13-14

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque a lei é santa, justa e boa. Romanos 7:12

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque a guarda da lei é uma prova de amor para com Jesus. João 14:15; 15:10; I João 2:5, 5:2

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque se guardamos todos e tropeçamos em um só nos tornamos culpado de todos. Tiago 2:10-12.

Resposta: A palavra lei significa toda a “lei <= de Moisés”, ou seja, o Pentateuco. Prova disso é que Tiago está reprovando o pecado de “acepção de pessoas”, uma transgressão da lei: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lv 19.18). Esse mandamento faz parte da lei. Inclusive da suposta lei cerimonial, divisão fictícia feita pelos próprios adventistas, uma vez que o livro de Levítico foi escrito por Moisés e colocado ao lado da arca e não dentro dela. O texto em referência menciona apenas dois mandamentos do decálogo e, se dois mandamentos implicam nos dez, também a citação de um mandamento fora do decálogo implica na obriga­ção de guardar toda a lei. A lei da liberdade de que fala o versículo 12 é a lei de Cristo (Gl 6.2), ou seja, é o ensino do próprio Cristo (Jo 12.48; Mt 28.19). Jesus, no entanto, nunca mandou guardar o sábado, antes, concede repouso a todos aqueles que se refugiam nele (Mt 11.30).

  1. Porque o apóstolo Paulo pregava na sinagoga no sábado. Atos 18:4

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque o sábado hoje é válido. I João 2:7

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias. Além do mais, já tratamos deste assunto em tópicos anteriores.

  1. Porque Deus não muda. Malaquias 3:6 

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque é o sinal de Deus com o seu povo (sinal = selo de Deus, ver Romanos 4:11). Ezequiel 20:12

Resposta: Já nos referimos a este assunto neste documento.

  1. Porque é o sinal dos que terão a vida eterna. Mateus 19:16-19

Resposta: É notável que, ao conversar com o jovem rico, Jesus não abordou tal teoria. No desenrolar do diálogo, não citou somente o decálogo, mas também outros mandamentos, como, por exemplo, o amor ao próximo (Lv 19.18). E, usando Levítico 19.13, passagem paralela de Marcos 10.19, disse: “não defraudarás”. Se, de fato, somos obrigados a observar o sábado, por que então Jesus não inseriu esse dia ao relacionar os mandamentos que aquele jovem deveria obedecer, para que pudesse alcançar a vida eterna? (V. comentário de Êx 20.8)

  1. Porque o Sábado foi feito por Deus. Êxodo 31:18

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

  1. Porque Jesus salvará OS OBEDIENTES. Hebreus 5:9

Resposta: Não foi clara tal referência. O texto em questão não tem nada a ver com a obrigatoriedade de guardar o sábado nos nossos dias.

por: JPSantos

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Glossário:

Soares, Ezequias – Manual de Apologética Cristã;
Torres, Ubaldo de Araújo – Igreja de vidro;
ICP – Instituto Cristão de Pesquisa;
González, Justo L –  História Ilustrada do Cristianismo;
Kreeft, Peter – Manual de Defesa da Fé;
Revista Super Interessante, História Secreta da Igreja;
Bíblia de Estudos Aplicação Pessoal;
Bíblia de Estudos Apologética;
Bíblia Thompson;
Bíblia Vida Nova;
Comentário Bíblico Beacon;
A História da Mensagem Adventista;
White, E.G – O Grande Conflito;
Bower’s History of the Popes;
Revista Adventista, janeiro 2002;
Sutilezas do Erro – CPB;
Finley, Estudando Juntos;
Bullón, Alejandro – O Terceiro Milênio;
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Enciclopédia de Dificuldades Bíblicas, pág. 125;
Gundry, Robert H. – Panorama do Novo Testamento;
Cumont, Franz – The Mysteries od Mithra;
pt.wikipedia.org

 

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