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História do Cristianismo

Introdução

O cristianismo é relativamente jovem. Se for comparado à trajetória da raça humana sobre a terra, ele começou há somente uns poucos momentos. Ninguém sabe exatamente quão antigo é o homem. Uma estimativa coloca a presença mais antiga do que pode ser chamado de homem em cerca de 1 milhão e 200 mil anos atrás. Por isso, quando colocado no cenário da civilização humana, o cristianismo é considerado jovem. Estima-se atualmente que a civilização teve início cerca de dez a doze mil anos atrás, durante o último recuo dos lençóis glaciais continentais. Isso significa que o cristianismo está presente durante um quinto ou um sexto somente do pouco tempo de existência da humanidade civilizada.

Alguns historiadores de fato consideram que o cristianismo apareceu tarde no desenvolvimento religioso da humanidade. Se baseiam na referência no que diz o Apóstolo Paulo quando declarou que “na plenitude dos tempos Deus enviou seu Filho”. Dizem que pelo fato de que daquelas religiões que têm tido uma difusão geográfica extensa e duradoura, o cristianismo foi o penúltimo que surgiu. A maioria dessas religiões veio à existência nos treze séculos entre 650 a.C. e 650 a.D. Das religiões que sobrevivem, somente o judaísmo e o hinduísmo começaram antes de 650 a.C. Houve aqui um fermento religioso entre os povos civilizados que, dentro de um espaço comparativamente curto de tempo, originou as religiões mais avançadas, as quais têm, desde então, moldado a raça humana.

A juventude do cristianismo significa que a história que é sintetizada no decorrer deste trabalho, ainda que complexa e rica, atinge somente um pequeno fragmento do espaço total da história da raça humana. Não sabemos com exatidão até onde o cristianismo irá. Sabemos que um dia tudo se findará e Cristo levará sua Igreja para a glória, cumprindo-se as Suas promessas descritas nas Escrituras Sagradas.

A área cultural em que o cristianismo surgiu, que é a da bacia do Mediterrâneo, foi simplesmente um dos centros da civilização contemporânea e abrangia somente uma minoria da humanidade. É importante que esse fato seja levado em conta se pretendermos ver a história da fé em sua verdadeira perspectiva. Uma vez que durante os últimos 450 anos o Ocidente e sua cultura foram progressivamente dominantes por todo o globo, e visto que em conexão com ele o cristianismo teve a sua expansão mundial. Em vista da circunstância que durante os seus primeiros cinco séculos o cristianismo ganhou a fidelidade professa do Império Romano, que então abrangia o Ocidente, muitos pensam que já nessa época tão antiga ele tenha conquistado o mundo. Isso está totalmente errado. A leste do Império Romano estava o Império Persa, que por séculos lutou contra Roma em pé de igualdade. Seus governadores consideravam o cristianismo de maneira hostil, parcialmente por causa de sua associação com o rival crônico deles, e lutaram contra seu ingresso no domínio deles. A Índia, embora dividida na esfera política, era a sede de uma grande cultura que influenciou a área do Mediterrâneo, mas que, a despeito de seus amplos contatos comerciais, era pouco afetada religiosamente pelo Ocidente. A China tinha toda uma civilização própria. Ao tempo em que o Império Romano se formou, a China estava se unindo num bloco político e cultural sob a dinastia de Chin e Han. Em área, a China era aproximadamente tão grande quanto o Império Romano. Em riqueza e população, ela pode não ter tido o mesmo volume de seu grande contemporâneo ocidental, mas nas realizações culturais ela não devia nada à índia, Pérsia ou Roma.
Nas Américas, havia pequenos começos de Estados civilizados. Em seus primeiros cinco séculos, nem a China nem a América foram alcançadas pelo cristianismo. Essas civilizações, mesmo quando consideradas juntas, ocupavam somente uma pequena porção da superfície da terra. Além delas estavam as grandes massas da raça “primitiva” quase intocadas pelo cristianismo até que os seus primeiros cinco séculos houvessem passado. É sobre esse pano de fundo que devemos ver o surgimento e o desenvolvimento inicial do cristianismo.

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O que Cremos

1) Em um só Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo (Dt 6.4; Mt 28.19; Mc 12.29). 2) Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra infalível de fé normativa para a vida e o caráter cristão (2Tm 3.14-17). 3) Na concepção virginal de Jesus, em sua morte vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9). 4) Na pecaminosidade do homem que o destituiu da glória de Deus, e que somente o arrependimento e a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19). 5) Na necessidade absoluta do novo nascimento pela fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8). 6) No perdão dos pecados, na salvação presente e perfeita e na eterna justificação da alma recebidos gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por Jesus Cristo em nosso favor (At 10.43; Rm 10.13; 3.24-26 e Hb 7.25; 5.9). 7) No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 6.1-6 e Cl 2.12). 8) Na necessidade e na possibilidade que temos de viver vida santa mediante a obra expiatória e redentora de Jesus no Calvário, através do poder regenerador, inspirador e santificador do Espírito Santo, que nos capacita a viver como fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 1Pd 1.15). 9) No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, com a evidência inicial de falar em outras línguas, conforme a sua vontade (At 1.5; 2.4; 10.44-46; 19.1-7). 10) Na atualidade dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, conforme a sua soberana vontade (1 Co 12.1-12). 11) Na Segunda Vinda pré-milenial de Cristo, em duas fases distintas. Primeira – invisível ao mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, antes da Grande Tribulação; segunda – visível e corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar sobre o mundo durante mil anos (1Ts 4.16, 17; 1Co 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5 e Jd 14). 12) Que todos os cristãos comparecerão ante o Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos seus feitos em favor da causa de Cristo na terra (2Co 5.10). 13) No juízo vindouro que recompensará os fiéis e condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 14) E na vida eterna de gozo e felicidade para os fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 25.46).

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